Verificando acesso...

TRILHA 3

🎬 Pré-produção de Demos

Demo travada queima o workshop inteiro. Esta trilha é o playbook de pré-produção: coletar o avatar do cliente, extrair material real (e-mails via Google Workspace), montar 5 demos incrementais, gravar tudo com plano B — e narrar ao vivo como comentário esportivo. Ao vivo só quando vale o risco.

6
Módulos
36
Tópicos
~4h
Duração
Prático
Nível

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

3.1~45 min

🎭 Coletando o avatar da empresa

A persona da empresa-cliente é o que faz o Claude "soar como eles" durante a demo. Sem isso, a sessão vira tour genérico de IA.

O que é:

Avatar aqui é o "system prompt da empresa": tom de voz, vocabulário interno, produtos, restrições. Diferente da persona de marketing (público-alvo) — é como a empresa fala quando responde, não com quem ela fala.

Por que aprender:

Quando Claude responde no tom certo, a sala reage com "ah, esse cara entende a gente". Sem avatar, soa Wikipedia. Esse é o golpe de credibilidade da demo.

Conceitos-chave:

System prompt corporativo · Voz vs público · Tom + vocabulário + restrições · Âncora de marca.

O que é:

Site institucional (sobre/missão), deck comercial mais recente, releases de imprensa do último ano, e qualquer about-us interno. 5-10 páginas de texto bruto.

Por que aprender:

Material público é grátis, rápido (1h) e ninguém vai te processar. Já dá 70% do avatar. O resto vem de calls (próximo tópico).

Conceitos-chave:

Fontes públicas · 1h de coleta · 5-10 páginas · 70% do avatar.

O que é:

Transcrição da call de descoberta (Zoom, Meet, Teams) — 30-60 min do cliente falando do próprio negócio. Captura jargão interno, problemas reais, prioridades.

Por que aprender:

Texto institucional é polido. Call é cru. O Claude treinado em texto cru soa como humano da empresa. É o diferencial entre demo genérica e demo "uau, é assim que a gente fala mesmo".

Conceitos-chave:

Call de descoberta · Otter/Fireflies/Meet transcript · Jargão interno · Cru > polido.

O que é:

Arquivo `avatar.md` com 6 seções: identidade, voz, vocabulário, produtos/serviços, restrições, exemplos. 1-2 páginas — não vire wiki.

Por que aprender:

Arquivo curto cabe na Custom Instruction do projeto. Wiki gigante polui contexto e Claude ignora pedaços.

Conceitos-chave:

avatar.md · 6 seções · 1-2 páginas · Curto vence longo.

O que é:

Avatar curto vai em Custom Instructions (injetado em cada chat). Materiais brutos (deck, transcrições) vão em Knowledge files do Project — Claude consulta quando precisa.

Por que aprender:

Projects têm 200k de contexto. Tudo nas Instructions = waste. Tudo em Knowledge = Claude pode não consultar. Combinação certa: âncora curta + biblioteca consultável.

Conceitos-chave:

Custom Instructions · Knowledge files · 30MB/arquivo · 200k contexto.

O que é:

Regra de bolso: cada 1h de avatar prep entrega o equivalente a 4h de workshop melhor. Customização é o multiplicador.

Por que aprender:

Define se você cobra premium ou compete por preço. Workshop genérico vale $2k; workshop com avatar pré-produzido vale $5k+.

Conceitos-chave:

ROI de prep · Multiplicador 4x · Pricing premium · Diferencial vs commodity.

Ver Completo
3.2~40 min

📧 Threads de e-mail via Google Workspace CLI

E-mails reais sanitizados são o material mais persuasivo da demo. A sala reconhece o tom de "isso aqui é da minha rotina".

O que é:

Em vez de "vamos resumir este e-mail genérico", você usa thread real (sanitizada) do dia-a-dia da empresa. Reconhecimento instantâneo na sala.

Por que aprender:

Exemplo genérico parece truque. E-mail com a textura da empresa parece magia. Mesma feature, percepção diferente.

Conceitos-chave:

Textura real · Reconhecimento · Demo > tutorial · "Isso aí é a minha caixa".

O que é:

Via Google Workspace Connector no claude.ai (Pro+), ou ferramentas CLI como GAM/gmail-cli. Acesso programático a threads, filtros por label/data/remetente.

Por que aprender:

Manual é caro (1h por 10 threads). CLI puxa 100 threads em 2 min e ainda filtra por critério.

Conceitos-chave:

Google Workspace Connector · Research avançado · Filtros por label · OAuth.

O que é:

Remover nomes reais, e-mails, CPFs, números de contrato, valores específicos. Substituir por placeholders consistentes (João Silva, Cliente A, $X).

Por que aprender:

Vazar PII em workshop pode quebrar contrato com cliente e acionar LGPD. Sanitização é não-negociável.

Conceitos-chave:

LGPD/PII · Placeholders consistentes · Find-replace · Aprovação do cliente.

O que é:

5-10 threads cobrindo 3-4 cenários (negociação, suporte, interno, fornecedor). Não 50. Não 2.

Por que aprender:

Pouco material = demo se esgota. Muito = você se perde no que escolher ao vivo. 5-10 é o sweet spot.

Conceitos-chave:

Variedade × volume · Sweet spot · 3-4 cenários · Curadoria intencional.

O que é:

Erro comum: trocar tudo por "lorem ipsum" e perder a textura. Certo: trocar PII mas preservar jargão, estrutura, gírias internas, anexos mencionados.

Por que aprender:

Textura é o que faz a sala reconhecer. Perder textura = perder a magia. Anonimizar é cirurgia, não amputação.

Conceitos-chave:

Textura vs identidade · Cirurgia > amputação · Preservar jargão · "Soa como nós".

O que é:

Após sanitizar, exporte como `.md` ou `.txt` local. Se o Workspace Connector falhar ou a internet cair no dia do workshop, você abre o arquivo direto.

Por que aprender:

Conector é integração — pode estar fora. Arquivo local sempre abre. Backup é seguro de palco.

Conceitos-chave:

Export local · .md/.txt · Seguro de palco · Cobre módulo 3.5.

Ver Completo
3.3~50 min

🎬 5 demos incrementais

Do trivial ("chaves balançando") ao moonshot que faz a sala fechar a boca. Sequência testada para construir adesão progressiva.

O que é:

5 demos numa sequência crescente: cada uma cria a base de credibilidade para a próxima. Pular pra demo 5 sem passar pelas 4 anteriores = sala descrente.

Por que aprender:

É o mesmo princípio de "show, then do" da Atlassian, aplicado a múltiplos passos. A escalada cognitiva é o que converte awareness em "vou usar isso amanhã".

Conceitos-chave:

Escalada cognitiva · Show-then-do · Cada demo < 5 min · Crescente em complexidade.

O que é:

Tarefa universal: melhorar um e-mail rápido, resumir um parágrafo. Todos reconhecem, ninguém se sente excluído. 30-60s.

Por que aprender:

É a "chave balançando pro bebê" — chama atenção sem assustar. Funciona como nivelamento e dá sucesso visível em < 1 min.

Conceitos-chave:

Universal · < 60s · Nivelamento · Sucesso visível.

O que é:

Caso típico do setor do cliente (ainda genérico mas vertical). "Vamos rever uma cláusula contratual" para jurídico, "vamos qualificar este lead" para vendas.

Por que aprender:

Mostra que você fez lição de casa sobre o setor. Sala muda de "isso é genérico" para "ah, ele entende o que a gente faz".

Conceitos-chave:

Verticalização · Setor genérico · Lição de casa · ~2 min.

O que é:

Aqui entra o avatar do módulo 3.1 + o material do 3.2. Caso específico: "responder esse e-mail real do cliente, no tom da empresa".

Por que aprender:

É o momento "isso é mágica" da sessão. Tudo que veio antes preparou o terreno. Aqui você converte.

Conceitos-chave:

Avatar em ação · Material sanitizado · Conversão · ~3 min.

O que é:

Cadeia: ler thread → extrair pendências → gerar resposta → marcar follow-up. Mostra que Claude não é só chat — é workflow.

Por que aprender:

Sala que viu demo 1-3 acha "legal". Demo 4 muda pra "eu poderia automatizar metade do meu dia".

Conceitos-chave:

Multi-step · Subagent/dispatch · Workflow > chat · ~4 min.

O que é:

Algo que parece impossível pra sala leiga: agente que monitora caixa de entrada, prioriza, rascunha respostas e dispara só após aprovação. Ou análise de 500 contratos em 5 min.

Por que aprender:

É o "show stopper". Sem moonshot, a sala sai pensando "interessante mas dá pra fazer no ChatGPT". Com moonshot, sai pensando "preciso desse cara me ajudando".

Conceitos-chave:

Show stopper · Pré-gravado obrigatório · Funil pra consultoria · ~5 min.

Ver Completo
3.4~40 min

📼 Demo como post-mortem, nunca ao vivo

Ao vivo é roleta russa. Grave, narre por cima. Exceções existem mas são raras e calculadas.

O que é:

Internet cai, conector falha, modelo dá output ruim, sala lota a API simultaneamente, conta entra em rate limit. Cada um sozinho mata a demo.

Por que aprender:

Calcular o risco real reorganiza a decisão. P(qualquer falha) = 1 - P(todas as 5 ok). Mesmo com 90% cada, é 60% de chance de algo dar errado.

Conceitos-chave:

5 modos de falha · Probabilidade composta · Risco real · Roleta russa.

O que é:

Não é só o constrangimento. É o workshop seguinte que não fecha, o retainer que não se forma, e a história "vi o cara travar" que circula no mercado.

Por que aprender:

Quem ainda acha que vale o risco precisa ver o LTV perdido. 30s de constrangimento podem custar $20k em consultoria futura.

Conceitos-chave:

LTV perdido · Reputação de palco · Histórias circulam · Não é só hoje.

O que é:

Playbook oficial da Atlassian para workshops de IA: facilitador mostra (idealmente gravado), depois participantes fazem. Nunca o contrário.

Por que aprender:

"Vamos descobrir juntos" soa colaborativo mas é assassinato de tempo. Quem mostra primeiro define o caminho e elimina 30 perguntas básicas.

Conceitos-chave:

Show-then-do · Mostre primeiro · Replicar > descobrir · Playbook Atlassian.

O que é:

Loom (mais fácil, share rápido), OBS (controle total, multi-cena), QuickTime no Mac (sem instalação). Atlassian recomenda explicitamente Loom para demos de IA.

Por que aprender:

Não precisa virar editor de vídeo. Precisa de gravação limpa, áudio inteligível (use headset), e cursor visível.

Conceitos-chave:

Loom > OBS > QuickTime · Headset obrigatório · Cursor visível · Sem edição pesada.

O que é:

Grave o vídeo sem áudio (ou mute). Narre AO VIVO por cima, como narrador de jogo: "veja aqui — o Claude já entendeu o tom — agora ele propõe duas opções...".

Por que aprender:

Vídeo com áudio gravado entrega o "what". Narração ao vivo entrega o "why". Coberto em detalhe no módulo 3.6.

Conceitos-chave:

Mudo + narração ao vivo · Comentário esportivo · Why > what · Módulo 3.6.

O que é:

Exceção: sala < 10 (workshop conversado, recuperação fácil) E demo de até 30s (rate limit improvável, sem encadeamento longo). Fora isso, gravado.

Por que aprender:

Não é proibição cega — é regra com exceção clara. Workshop íntimo se beneficia da espontaneidade. Palestra de 100 não.

Conceitos-chave:

Sala < 10 · Demo < 30s · Espontaneidade · Exceção clara.

Ver Completo
3.5~35 min

🆘 Plano B: queda de internet, Claude indisponível

4 modos de falha possíveis, 4 respostas pré-ensaiadas. Sem "vamos esperar".

O que é:

(1) Internet do local cai. (2) Claude/serviço fora. (3) Conector específico (Workspace, GitHub) fora. (4) Sua máquina trava. Cada um tem resposta diferente.

Por que aprender:

Mapear riscos antes evita reação emocional na hora. Você não improvisa — executa o plano que escolheu calmo.

Conceitos-chave:

Mapa de risco · 4 modos · Plano calmo · Resposta pré-ensaiada.

O que é:

Cada demo gravada baixada localmente em formato MP4. Se a internet cair, você abre o player e narra normalmente. Ninguém percebe a falha.

Por que aprender:

É o seguro mais barato. 100MB no disco vs $2k de workshop queimado.

Conceitos-chave:

MP4 local · Player offline · Rede 1 · Seguro barato.

O que é:

Se nem vídeo abre (máquina travou, projetor falhou): você descreve oralmente o que aconteceria. "Eu pediria assim, ele responderia assim, e o resultado seria..."

Por que aprender:

Demonstra domínio. Sala respeita quem sabe a demo de cabeça. Quem só sabe clicar é apertador de botão.

Conceitos-chave:

Narrar sem tela · Domínio · Rede 2 · Última cartada quente.

O que é:

Cada demo tem 3-5 screenshots-chave dentro do deck. Se vídeo não roda, você navega pelos prints. Pior cenário ainda funcional.

Por que aprender:

Slides sempre abrem. PPT no pendrive USB é o seguro nuclear. Deselegante mas salva.

Conceitos-chave:

Screenshots no deck · USB com PPT · Seguro nuclear · Deselegante mas salva.

O que é:

Hotspot do celular pré-testado no local. Wifi corporativo + tethering = redundância. Em 2 minutos você troca de rede e continua.

Por que aprender:

Wifi corporativo é a maior fonte de queda. 4G pessoal raramente falha junto. Cobre 80% dos cenários de internet.

Conceitos-chave:

Hotspot · Pré-testar no local · Redundância · 80% dos cenários.

O que é:

Nunca: "vamos esperar voltar", "estranho, agora não funciona", debugar ao vivo, ligar pro TI, abrir terminal. Cada um desses é caixão.

Por que aprender:

Sala perdoa falha técnica se você não perder a postura. Quem espera, debuga ou se desculpa muito perde a sala antes de voltar.

Conceitos-chave:

Não esperar · Não debugar · Não pedir desculpa repetida · Manter ritmo.

Ver Completo
3.6~35 min

🎙️ Narração por cima da gravação

A técnica que transforma vídeo gravado em aula ao vivo. Ensaiar a narração vale mais que ensaiar a demo.

O que é:

Vídeo com áudio gravado: sala desliga. Narração ao vivo: sala fica em modo aula. Mesma imagem, percepção diferente.

Por que aprender:

Audio gravado sinaliza "consumo passivo". Voz ao vivo mantém o contrato de aula. É a diferença entre Netflix e palestra.

Conceitos-chave:

Energia · Sinalização social · Modo aula · Voz ao vivo.

O que é:

Toda narração tem 3 batidas: (a) contexto — "imagine que recebemos esse e-mail às 18h", (b) ação — "vou pedir pro Claude...", (c) resultado — "olha o que ele entregou: a, b, c".

Por que aprender:

Sem estrutura, narração vira "olha que legal isso aqui... e aquilo... e mais isso". Com estrutura, prende e fecha.

Conceitos-chave:

3 batidas · Contexto-ação-resultado · Setup-payoff · Storytelling mínimo.

O que é:

Pausar o vídeo em 2-3 momentos por demo para explicar, perguntar à sala ou destacar detalhe. Você controla o ritmo, não o vídeo.

Por que aprender:

Vídeo correndo + sala lendo = ninguém absorve. Pausar destaca. É a diferença entre exibir e ensinar.

Conceitos-chave:

Pause espacejado · Maestro do ritmo · Destacar > exibir · Espaço pra absorver.

O que é:

Frases-âncora que direcionam o olhar: "veja como ele já manteve o tom da empresa", "repare que ele citou o ID do contrato corretamente", "essa frase em particular...".

Por que aprender:

Sala olha pro telão mas não sabe onde focar. Sua voz é o ponteiro laser invisível.

Conceitos-chave:

Frases-âncora · Ponteiro laser invisível · Direcionar atenção · "Repare que...".

O que é:

Bullet points por demo (5-8 pontos chave), não script palavra-a-palavra. Script lido soa robótico; bullets dão liberdade pra conversar com a sala.

Por que aprender:

Improviso 100% vira divagação. Script 100% vira robô. Bullets são o meio-termo praticado por jornalistas e narradores.

Conceitos-chave:

Bullets > script · Liberdade controlada · Cola visível · Conversa > recital.

O que é:

Rode o vídeo 3x em casa narrando em voz alta. Cronometre. Ajuste bullets. Versão 1 é embolada, versão 3 é fluente.

Por que aprender:

Sem ensaio, você descobre o ritmo no palco — péssimo lugar pra descobrir. Com 3 passadas, você entra previsível.

Conceitos-chave:

3 passadas mínimas · Cronometrar · Refinar bullets · Previsibilidade.

Ver Completo
← Trilha 2: Produtos Próxima trilha: 🛠️ Interface →