Mapa da trilha
🎭 Avatar da empresa
Site, deck, calls em 1 arquivo
📧 E-mails reais via CLI
Workspace + sanitização
🎬 5 demos incrementais
Do trivial ao moonshot
📼 Post-mortem, não ao vivo
Ao vivo é roleta russa
🆘 Plano B: queda
4 modos de falha, 4 respostas
🎙️ Narração ao vivo
Comentário esportivo sobre gravado
Conteúdo detalhado
🎭 Coletando o avatar da empresa
A persona da empresa-cliente é o que faz o Claude "soar como eles" durante a demo. Sem isso, a sessão vira tour genérico de IA.
Avatar aqui é o "system prompt da empresa": tom de voz, vocabulário interno, produtos, restrições. Diferente da persona de marketing (público-alvo) — é como a empresa fala quando responde, não com quem ela fala.
Quando Claude responde no tom certo, a sala reage com "ah, esse cara entende a gente". Sem avatar, soa Wikipedia. Esse é o golpe de credibilidade da demo.
System prompt corporativo · Voz vs público · Tom + vocabulário + restrições · Âncora de marca.
Site institucional (sobre/missão), deck comercial mais recente, releases de imprensa do último ano, e qualquer about-us interno. 5-10 páginas de texto bruto.
Material público é grátis, rápido (1h) e ninguém vai te processar. Já dá 70% do avatar. O resto vem de calls (próximo tópico).
Fontes públicas · 1h de coleta · 5-10 páginas · 70% do avatar.
Transcrição da call de descoberta (Zoom, Meet, Teams) — 30-60 min do cliente falando do próprio negócio. Captura jargão interno, problemas reais, prioridades.
Texto institucional é polido. Call é cru. O Claude treinado em texto cru soa como humano da empresa. É o diferencial entre demo genérica e demo "uau, é assim que a gente fala mesmo".
Call de descoberta · Otter/Fireflies/Meet transcript · Jargão interno · Cru > polido.
Arquivo `avatar.md` com 6 seções: identidade, voz, vocabulário, produtos/serviços, restrições, exemplos. 1-2 páginas — não vire wiki.
Arquivo curto cabe na Custom Instruction do projeto. Wiki gigante polui contexto e Claude ignora pedaços.
avatar.md · 6 seções · 1-2 páginas · Curto vence longo.
Avatar curto vai em Custom Instructions (injetado em cada chat). Materiais brutos (deck, transcrições) vão em Knowledge files do Project — Claude consulta quando precisa.
Projects têm 200k de contexto. Tudo nas Instructions = waste. Tudo em Knowledge = Claude pode não consultar. Combinação certa: âncora curta + biblioteca consultável.
Custom Instructions · Knowledge files · 30MB/arquivo · 200k contexto.
Regra de bolso: cada 1h de avatar prep entrega o equivalente a 4h de workshop melhor. Customização é o multiplicador.
Define se você cobra premium ou compete por preço. Workshop genérico vale $2k; workshop com avatar pré-produzido vale $5k+.
ROI de prep · Multiplicador 4x · Pricing premium · Diferencial vs commodity.
📧 Threads de e-mail via Google Workspace CLI
E-mails reais sanitizados são o material mais persuasivo da demo. A sala reconhece o tom de "isso aqui é da minha rotina".
Em vez de "vamos resumir este e-mail genérico", você usa thread real (sanitizada) do dia-a-dia da empresa. Reconhecimento instantâneo na sala.
Exemplo genérico parece truque. E-mail com a textura da empresa parece magia. Mesma feature, percepção diferente.
Textura real · Reconhecimento · Demo > tutorial · "Isso aí é a minha caixa".
Via Google Workspace Connector no claude.ai (Pro+), ou ferramentas CLI como GAM/gmail-cli. Acesso programático a threads, filtros por label/data/remetente.
Manual é caro (1h por 10 threads). CLI puxa 100 threads em 2 min e ainda filtra por critério.
Google Workspace Connector · Research avançado · Filtros por label · OAuth.
Remover nomes reais, e-mails, CPFs, números de contrato, valores específicos. Substituir por placeholders consistentes (João Silva, Cliente A, $X).
Vazar PII em workshop pode quebrar contrato com cliente e acionar LGPD. Sanitização é não-negociável.
LGPD/PII · Placeholders consistentes · Find-replace · Aprovação do cliente.
5-10 threads cobrindo 3-4 cenários (negociação, suporte, interno, fornecedor). Não 50. Não 2.
Pouco material = demo se esgota. Muito = você se perde no que escolher ao vivo. 5-10 é o sweet spot.
Variedade × volume · Sweet spot · 3-4 cenários · Curadoria intencional.
Erro comum: trocar tudo por "lorem ipsum" e perder a textura. Certo: trocar PII mas preservar jargão, estrutura, gírias internas, anexos mencionados.
Textura é o que faz a sala reconhecer. Perder textura = perder a magia. Anonimizar é cirurgia, não amputação.
Textura vs identidade · Cirurgia > amputação · Preservar jargão · "Soa como nós".
Após sanitizar, exporte como `.md` ou `.txt` local. Se o Workspace Connector falhar ou a internet cair no dia do workshop, você abre o arquivo direto.
Conector é integração — pode estar fora. Arquivo local sempre abre. Backup é seguro de palco.
Export local · .md/.txt · Seguro de palco · Cobre módulo 3.5.
🎬 5 demos incrementais
Do trivial ("chaves balançando") ao moonshot que faz a sala fechar a boca. Sequência testada para construir adesão progressiva.
5 demos numa sequência crescente: cada uma cria a base de credibilidade para a próxima. Pular pra demo 5 sem passar pelas 4 anteriores = sala descrente.
É o mesmo princípio de "show, then do" da Atlassian, aplicado a múltiplos passos. A escalada cognitiva é o que converte awareness em "vou usar isso amanhã".
Escalada cognitiva · Show-then-do · Cada demo < 5 min · Crescente em complexidade.
Tarefa universal: melhorar um e-mail rápido, resumir um parágrafo. Todos reconhecem, ninguém se sente excluído. 30-60s.
É a "chave balançando pro bebê" — chama atenção sem assustar. Funciona como nivelamento e dá sucesso visível em < 1 min.
Universal · < 60s · Nivelamento · Sucesso visível.
Caso típico do setor do cliente (ainda genérico mas vertical). "Vamos rever uma cláusula contratual" para jurídico, "vamos qualificar este lead" para vendas.
Mostra que você fez lição de casa sobre o setor. Sala muda de "isso é genérico" para "ah, ele entende o que a gente faz".
Verticalização · Setor genérico · Lição de casa · ~2 min.
Aqui entra o avatar do módulo 3.1 + o material do 3.2. Caso específico: "responder esse e-mail real do cliente, no tom da empresa".
É o momento "isso é mágica" da sessão. Tudo que veio antes preparou o terreno. Aqui você converte.
Avatar em ação · Material sanitizado · Conversão · ~3 min.
Cadeia: ler thread → extrair pendências → gerar resposta → marcar follow-up. Mostra que Claude não é só chat — é workflow.
Sala que viu demo 1-3 acha "legal". Demo 4 muda pra "eu poderia automatizar metade do meu dia".
Multi-step · Subagent/dispatch · Workflow > chat · ~4 min.
Algo que parece impossível pra sala leiga: agente que monitora caixa de entrada, prioriza, rascunha respostas e dispara só após aprovação. Ou análise de 500 contratos em 5 min.
É o "show stopper". Sem moonshot, a sala sai pensando "interessante mas dá pra fazer no ChatGPT". Com moonshot, sai pensando "preciso desse cara me ajudando".
Show stopper · Pré-gravado obrigatório · Funil pra consultoria · ~5 min.
📼 Demo como post-mortem, nunca ao vivo
Ao vivo é roleta russa. Grave, narre por cima. Exceções existem mas são raras e calculadas.
Internet cai, conector falha, modelo dá output ruim, sala lota a API simultaneamente, conta entra em rate limit. Cada um sozinho mata a demo.
Calcular o risco real reorganiza a decisão. P(qualquer falha) = 1 - P(todas as 5 ok). Mesmo com 90% cada, é 60% de chance de algo dar errado.
5 modos de falha · Probabilidade composta · Risco real · Roleta russa.
Não é só o constrangimento. É o workshop seguinte que não fecha, o retainer que não se forma, e a história "vi o cara travar" que circula no mercado.
Quem ainda acha que vale o risco precisa ver o LTV perdido. 30s de constrangimento podem custar $20k em consultoria futura.
LTV perdido · Reputação de palco · Histórias circulam · Não é só hoje.
Playbook oficial da Atlassian para workshops de IA: facilitador mostra (idealmente gravado), depois participantes fazem. Nunca o contrário.
"Vamos descobrir juntos" soa colaborativo mas é assassinato de tempo. Quem mostra primeiro define o caminho e elimina 30 perguntas básicas.
Show-then-do · Mostre primeiro · Replicar > descobrir · Playbook Atlassian.
Loom (mais fácil, share rápido), OBS (controle total, multi-cena), QuickTime no Mac (sem instalação). Atlassian recomenda explicitamente Loom para demos de IA.
Não precisa virar editor de vídeo. Precisa de gravação limpa, áudio inteligível (use headset), e cursor visível.
Loom > OBS > QuickTime · Headset obrigatório · Cursor visível · Sem edição pesada.
Grave o vídeo sem áudio (ou mute). Narre AO VIVO por cima, como narrador de jogo: "veja aqui — o Claude já entendeu o tom — agora ele propõe duas opções...".
Vídeo com áudio gravado entrega o "what". Narração ao vivo entrega o "why". Coberto em detalhe no módulo 3.6.
Mudo + narração ao vivo · Comentário esportivo · Why > what · Módulo 3.6.
Exceção: sala < 10 (workshop conversado, recuperação fácil) E demo de até 30s (rate limit improvável, sem encadeamento longo). Fora isso, gravado.
Não é proibição cega — é regra com exceção clara. Workshop íntimo se beneficia da espontaneidade. Palestra de 100 não.
Sala < 10 · Demo < 30s · Espontaneidade · Exceção clara.
🆘 Plano B: queda de internet, Claude indisponível
4 modos de falha possíveis, 4 respostas pré-ensaiadas. Sem "vamos esperar".
(1) Internet do local cai. (2) Claude/serviço fora. (3) Conector específico (Workspace, GitHub) fora. (4) Sua máquina trava. Cada um tem resposta diferente.
Mapear riscos antes evita reação emocional na hora. Você não improvisa — executa o plano que escolheu calmo.
Mapa de risco · 4 modos · Plano calmo · Resposta pré-ensaiada.
Cada demo gravada baixada localmente em formato MP4. Se a internet cair, você abre o player e narra normalmente. Ninguém percebe a falha.
É o seguro mais barato. 100MB no disco vs $2k de workshop queimado.
MP4 local · Player offline · Rede 1 · Seguro barato.
Se nem vídeo abre (máquina travou, projetor falhou): você descreve oralmente o que aconteceria. "Eu pediria assim, ele responderia assim, e o resultado seria..."
Demonstra domínio. Sala respeita quem sabe a demo de cabeça. Quem só sabe clicar é apertador de botão.
Narrar sem tela · Domínio · Rede 2 · Última cartada quente.
Cada demo tem 3-5 screenshots-chave dentro do deck. Se vídeo não roda, você navega pelos prints. Pior cenário ainda funcional.
Slides sempre abrem. PPT no pendrive USB é o seguro nuclear. Deselegante mas salva.
Screenshots no deck · USB com PPT · Seguro nuclear · Deselegante mas salva.
Hotspot do celular pré-testado no local. Wifi corporativo + tethering = redundância. Em 2 minutos você troca de rede e continua.
Wifi corporativo é a maior fonte de queda. 4G pessoal raramente falha junto. Cobre 80% dos cenários de internet.
Hotspot · Pré-testar no local · Redundância · 80% dos cenários.
Nunca: "vamos esperar voltar", "estranho, agora não funciona", debugar ao vivo, ligar pro TI, abrir terminal. Cada um desses é caixão.
Sala perdoa falha técnica se você não perder a postura. Quem espera, debuga ou se desculpa muito perde a sala antes de voltar.
Não esperar · Não debugar · Não pedir desculpa repetida · Manter ritmo.
🎙️ Narração por cima da gravação
A técnica que transforma vídeo gravado em aula ao vivo. Ensaiar a narração vale mais que ensaiar a demo.
Vídeo com áudio gravado: sala desliga. Narração ao vivo: sala fica em modo aula. Mesma imagem, percepção diferente.
Audio gravado sinaliza "consumo passivo". Voz ao vivo mantém o contrato de aula. É a diferença entre Netflix e palestra.
Energia · Sinalização social · Modo aula · Voz ao vivo.
Toda narração tem 3 batidas: (a) contexto — "imagine que recebemos esse e-mail às 18h", (b) ação — "vou pedir pro Claude...", (c) resultado — "olha o que ele entregou: a, b, c".
Sem estrutura, narração vira "olha que legal isso aqui... e aquilo... e mais isso". Com estrutura, prende e fecha.
3 batidas · Contexto-ação-resultado · Setup-payoff · Storytelling mínimo.
Pausar o vídeo em 2-3 momentos por demo para explicar, perguntar à sala ou destacar detalhe. Você controla o ritmo, não o vídeo.
Vídeo correndo + sala lendo = ninguém absorve. Pausar destaca. É a diferença entre exibir e ensinar.
Pause espacejado · Maestro do ritmo · Destacar > exibir · Espaço pra absorver.
Frases-âncora que direcionam o olhar: "veja como ele já manteve o tom da empresa", "repare que ele citou o ID do contrato corretamente", "essa frase em particular...".
Sala olha pro telão mas não sabe onde focar. Sua voz é o ponteiro laser invisível.
Frases-âncora · Ponteiro laser invisível · Direcionar atenção · "Repare que...".
Bullet points por demo (5-8 pontos chave), não script palavra-a-palavra. Script lido soa robótico; bullets dão liberdade pra conversar com a sala.
Improviso 100% vira divagação. Script 100% vira robô. Bullets são o meio-termo praticado por jornalistas e narradores.
Bullets > script · Liberdade controlada · Cola visível · Conversa > recital.
Rode o vídeo 3x em casa narrando em voz alta. Cronometre. Ajuste bullets. Versão 1 é embolada, versão 3 é fluente.
Sem ensaio, você descobre o ritmo no palco — péssimo lugar pra descobrir. Com 3 passadas, você entra previsível.
3 passadas mínimas · Cronometrar · Refinar bullets · Previsibilidade.